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“God bless the internet”

Iryna, meu animal favorito trouxe sorte para nossa amizade.

Como voce disse: “God bless the internet” ;)

Como voce jah provou que eh otima em Bossa Nova, entao eu tenho homework for you :D   eu quero ouvir voce cantar e tocar a musica Aquarela do Toquinho pra mim no piano :D

Um brinde a nossa amizade!

Thank you for the piano lessons ;) I really enjoy it! :D

Take a deep breath and read slowly, I know you will understand everything  ;)

Artist: kisstiger

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busy life…

Casa, filhos, marido, trabalho, faculdade, campeonato de curling, treinos de hockey e por ai vai, alguem tem mais alguma coisa para eu colocar nos meus afazeres?? :D

Quando eu chego em casa o tempo passa tao rapido que jah estah na hora de sair novamente para fazer algo mais afffffff

Se eu pensar bem, ser tao ocupada me ajuda muito aqui no Alaska, porque o que mais ouco sao pessoas dizendo que aqui se tem muita depressao devido o inverno ser longo e escuro.

Bate na madeira 3x que gracas a Deus nunca tive esse negocio chamado depressao, alias acho que jah nasci ligada nos 22o volts e nem tempo para saber o que eh depressao eu tenho, mas se as pessoas me alertam sobre isso aqui no Alaska, jah me antecipo a criar mais coisas para meu calendario tao ocupado kkkkkk assim nao existirah desculpa alguma para as coisas que nao nos faz bem, certo? ;)

Desde que nos mudamos, estou tentando entrar no meu rann rann (cocando garganta) :D digamos assim…atelier…cafofo…canto para eu fazer meus artesanatos, tirei tudo das caixas, soquei nos armarios e nao tive tempo sequer de sentar para poder costurar um paninho, ateh que tenho feito algo em croche para esquentar meu cangote e minhas muringas que eu nao sou besta, mas to com cumixao para fazer meus quilts, minhas mantas, meus patchworks, minhas decoracoes, enfim…tudo que eu mais gosto de fazer eh estar enfiada nos meus artesanatos, criando, inventando e aprontando , minha vida tem que ser que nem o Unibanco 30 horas, porque 24 nao estah sendo suficiente. :D

Mas estou feliz mesmo assim, a escola estah indo de vento em polpa, as criancas sao uns amores e cada dia eu procuro me aperfeicoar mais e mais. Eh muito gratificante trabalhar com criancas e ajuda-los a mudar o destino deles.

Aniversario do Gabi? hum…nao sei…nao tenho pique para fazer festa, nao conheco pessoas suficiente para isso e muito menos pessoas com criancas, e uma particularidade eh que  estou me tornando anti-social cada vez mais. Digo no sentido de festas, nao tenho paciencia de ficar horas a fio em festas e nem muito menos festa na minha casa onde eu tenho que ficar badalando as pessoas, falando serio, to sem saco algum para esse tipo de coisa.

Toda vez que penso que o niver do Gabi estah na minha porta me dah frio no estomago, porque sinceramente nao sei o que fazer, se eu disser que convidarei meia duzia de pessoas tenho medo que esse numero se quadriplique e ai….naoooo…naooo…naoooo!  affffff me dah panico… acho que vamos sair com ele para um programa especial, que tal? well…22 dias e eu nao sei o que fazer !!!!! Panico geral :D

Artist: x99elledge
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Cada doido com sua mania…

Em Anchorage, tem nomes de ruas que ateh Deus duvida :D

E tudo mudou…

O rouge virou blush
O pó-de-arroz virou pó-compacto
O brilho virou gloss

O rímel virou máscara incolor
A Lycra virou stretch
Anabela virou plataforma
O corpete virou porta-seios
Que virou sutiã
Que virou lib
Que virou silicone

A peruca virou aplique,
interlace, megahair, alongamento
A escova virou chapinha
“Problemas de moça” viraram TPM
Confete virou MM

A crise de nervos virou estresse
A chita virou viscose.
A purpurina virou gliter
A brilhantina virou mousse

Os halteres viraram bomba
A ergométrica virou spinning
A tanga virou fio dental
E o fio dental virou anti-séptico bucal

Ninguém mais vê…

Ping-Pong virou Babaloo
O a-la-carte virou self-service

A tristeza, depressão
O espaguete virou Miojo pronto
A paquera virou pegação
A gafieira virou dança de salão

O que era praça virou shopping
A areia virou ringue
A caneta virou teclado
O long play virou CD

A fita de vídeo é DVD
O CD já é MP3
É um filho onde éramos seis
O álbum de fotos agora é mostrado por email

O namoro agora é virtual
A cantada virou torpedo
E do “não” não se tem medo
O break virou street

O samba, pagode
O carnaval de rua virou Sapucaí
O folclore brasileiro, halloween
O piano agora é teclado, também

O forró de sanfona ficou eletrônico
Fortificante não é mais Biotônico
Bicicleta virou Bis
Polícia e ladrão virou counter strike

Folhetins são novelas de TV
Fauna e flora a desaparecer
Lobato virou Paulo Coelho
Caetano virou um chato

Chico sumiu da FM e TV
Baby se converteu
RPM desapareceu
Elis ressuscitou em Maria Rita?
Gal virou fênix Raul e Renato,
Cássia e Cazuza, Lennon e Elvis,
Todos anjos
Agora só tocam lira…

A AIDS virou gripe
A bala antes encontrada agora é perdida
A violência está coisa maldita!

A maconha é calmante
O professor é agora o facilitador
As lições já não importam mais
A guerra superou a paz
E a sociedade ficou incapaz…

… De tudo.

Inclusive de notar essas diferenças.

*Luís Fernando Veríssimo*
*Artist:Matthew Scotland*
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Nothing compares to you…

…and nothing compares to our love.

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nosso dragaozinho ;)

Anchorage in the fall

to our love!

A gente se acostuma, mas nao devia!

Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.

A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos e não ver vista que não sejam as janelas ao redor. E porque não tem vista logo se acostuma a não olhar para fora. E porque não olha para fora, logo se acostuma e não abrir de todo as cortinas. E porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, se esquece do sol, se esquece do ar, esquece da amplidão.

A gente se acostuma a acordar sobressaltado porque está na hora. A tomar café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder tempo. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.

A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E não aceitando as negociações de paz, aceitar ler todo dia de guerra, dos números, da longa duração.

A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: “hoje não posso ir”. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisa tanto ser visto.

A gente se acostuma a pagar por tudo o que se deseja e necessita. E a lutar para ganhar com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.

A gente se acostuma a andar nas ruas e ver cartazes. A abrir as revistas e ler artigos. A ligar a televisão e assistir comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.

A gente se acostuma à poluição, às salas fechadas de ar condicionado e ao cheiro de cigarros. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam à luz natural. Às bactérias de água potável. À contaminação da água do mar. À morte lenta dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinhos, a não ter galo de madrugada, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta por perto.

A gente se acostuma a coisas demais para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta lá.
Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente só molha os pés e sua o resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito que fazer, a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem muito sono atrasado.

A gente se acostuma a não falar na aspereza para preservar a pele. Se acostuma para evitar sangramentos, para esquivar-se da faca e da baioneta, para poupar o peito.

A gente se acostuma para poupar a vida.

Que aos poucos se gasta, e que, de tanto acostumar, se perde de si mesmo.

Author: Marina Collasanti
Artist: Dylan Murphy

Coisinha poca 1.6ºC ainda no outono :D

Voce consegue enxergar alguma coisa?? aqui sao exatamente as 8:00 da manha de hoje :D com um cadim de gelo em cima do meu carro :D por enquanto eu ainda vejo ele, vamos ver daqui algumas semanas ;)

Temperatura?? hummm…isso porque ainda estamos no Outono , esta manha estah fresquinho, coisinha poca  1.6ºC (Hum ponto seis graus) , bom pra voce? :D

E aqui um eskimoh se preparando para ir a escola, olha a cara de sono :D

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