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Mooooooooviiiinnnggg
Morta de cansada de tanto carregar coisa
mas feliz por ter nosso canto
ainda somos house hunters
OLHE-SE NO ESPELHO….

Artist: Tim Mellish
Essa história que eu vou contar agora aconteceu com uma mulher inteligente que estava fazendo uma palestra. Diz ela: “Mês passado participei de um evento sobre o Dia da Mulher. Era um bate-papo com uma platéia composta de umas 250 mulheres de todas as raças, credos e idades. E por falar em idade, lá pelas tantas, fui questionada sobre a minha e, como não me envergonho dela, respondi. Foi um momento inesquecível… A platéia inteira fez um “oooohh” de descrédito.
Aí fiquei pensando: “pô, estou neste auditório há quase uma hora exibindo minha inteligência, e a única coisa que provocou uma reação calorosa da mulherada foi o fato de eu não aparentar a idade que tenho? Onde é que nós estamos?” Onde não sei, mas estamos correndo atrás de algo caquético chamado “juventude eterna”.
Estão todos em busca da reversão do tempo. Acho ótimo, porque decrepitude também não é meu sonho de consumo, mas cirurgias estéticas não dão conta desse assunto sozinhas. Há um outro truque que faz com que continuemos a ser chamadas de senhoritas mesmo em idade avançada. A fonte da juventude chama-se mudança. De fato, quem é escravo da repetição está condenado a virar cadáver antes da hora.
A única maneira de ser idoso sem envelhecer é não se opor a novos comportamentos, é ter disposição para guinadas. Eu pretendo morrer jovem aos 120 anos. Mudança, o que vem a ser tal coisa? Minha mãe recentemente mudou do apartamento enorme em que morou a vida toda para um bem menorzinho. Teve que vender e doar mais da metade dos móveis e tranqueiras, que havia guardado e, mesmo tendo feito isso com certa dor, ao conquistar uma vida mais compacta e simplificada, rejuvenesceu. Uma amiga casada há 38 anos cansou das galinhagens do marido e o mandou passear, sem temer ficar sozinha aos 65 anos. Rejuvenesceu. Uma outra cansou da pauleira urbana e trocou um baita emprego por um não tão bom, só que em Florianópolis, onde ela vai à praia sempre que tem sol. Rejuvenesceu.
Toda mudança cobra um alto preço emocional. Antes de se tomar uma decisão difícil, e durante a tomada, chora-se muito, os questionamentos são inúmeros, a vida se desestabiliza. Mas então chega o depois, a coisa feita, e aí a recompensa fica escancarada na face. Mudanças fazem milagres por nossos olhos, e é no olhar que se percebe a tal juventude eterna. Um olhar opaco pode ser puxado e repuxado por um cirurgião a ponto de as rugas sumirem, só que continuará opaco porque não existe plástica que resgate seu brilho. Quem dá brilho ao olhar é a vida que a gente optou por levar.
OLHE-SE NO ESPELHO….
Author: Martha Medeiros
Lovely Bunnies!
O dia de hoje em Anchorage- Alaska
Descobrimos aqui na rua de tras de casa que tem uma casa que parece uma fazenda, cheia de coelhinhos!
eh a coisa mais linda ver mais de 100 coelhinhos correndo pra tudo quanto eh lado, e as vezes temos que dirigir bemmm devagarinho pq eles cruzam a rua
Claro que a rua eh uma rua sem saida e bemmm cheia de arvores, mas amamos passear por lah soh para ficarmos admirando os coelhinhos
ahhhhhhh eu to quase comprando um pra nos
A arte e o criador…
“Um artista é um sonhador que consente em sonhar o mundo real.”
Jorge Santayana
Artist Gabriel Turner
o tronco foi a fessora dele, mas o resto foi ele
tah ou nao no sangue??
mae com peito estufado que nem pombo
lah vamos nos de novo…
Art by Nvision Ink
Jah que viramos house hunters e estamos a procura de uma casa propria e queremos escolher com muita calma nessa hora, entao decidimos dar descanso para o grandpa e alugarmos uma casa ateh encontrarmos a perfeita que procuramos, lah vamos nos mover a poeira das nossas traias nao muito em ordem, alias nossa vida ainda esta em caixas, na garagem do grandpa ah 3 meses jah
Jah fomos ver muitas casas, mas sempre tem alguma coisa que nao gostamos, e jah que decidimos morar no planeta dos eskimohs queremos uma casa exatamente de acordo com nossos sonhos. Dificil?? simmmm….mas ela existe e nos estamos a procura
Enquanto isso estaremos numa casa confortavel com mais espaco e daremos um pouco de sossego pro grandpa afinal 87 anos nao eh facil aguentar uma famia trapo agitada
Dentre muitas casas que adoramos, mas nao sao convenientes para nos, escadas para o Gabriel?? nem pensar! tenho panico de escadas. Eh incrivel a quantidade de casas a venda com escadas, quando nao tem escadas parecem custar mais
quero uma casa bemmm planinha.
Meu coracao se derrete…
Eh duro as vezes escolher a profissao certa, e nem sempre a gente acerta, eh duro lidar com sentimentos, com coracao, com razao. Uma das razoes que nao quero trabalhar com a parte de direito criminal apesar de ter me especializado nisso.
Enfim, decidi me inspirar no meu amor e trabalhar com criancas, isso mesmo, criancas, sou fessora agora, estou com criancas de primeira serie e hoje uma delas me fez um bilhete que simplesmente fez meu coracao se quebrar em pedacos. Nao pelo bilhete em si mas pelo fato de lidar com situacoes especiais. Eu trabalho com criancas especiais, normais, porem com problemas emocionais. E qdo voce recebe um bilhete desse de uma crianca, voce simplesmente se pergunta porque os adultos nao sao assim? e porque os sentimentos de uma crianca eh mais puro do que de um adulto?
p protecao – imagem do bilhete retirada.
anyway…escolhi, escolhi, e no fim cah estou eu lidando com sentimentos
Mudando de assunto:
Finalmente ganhei alguma coisa na vida kkkk nunca ganhei nem rifa de buteco, mas dessa vez entrei em um contest de artesanato e ganhei $50 dolares em adesivos para scrapbook. Amei, entrei por diversao e ganhei!
Congratulations to the follow winners. Each will receive $50 worth of Stickers
Sandra T. of Anchorage AK
Elizabeth K of Aniwa WI
Nancy S. Groveland, FL
Ai me empolguei e resolvi entrar num contest de culinaria para professores, vejam soh como sou atrevida: Para o primeiro premio $ 20.000 dolares, para o segundo: $10.000 e para o terceiro $ 5.000 dolares, cah estou eu preparando minha receita e vamos cruzar os dedos para ver no que vai dar
torcam por mim eh claro!
Artist: Amanda Cass
Sua majestade, a criança
Tem se falado muito na falta de limites das crianças de hoje. A garotada manda e desmanda nos pais e estes, sentindo-se culpados pelo pouco tempo que ficam em casa, aceitam a troca de hierarquia – hoje os adultos é que recebem ordens e reprimendas, e não demora serão colocados de castigo.
* * *
Segundo os pedagogos, precisamos voltar a dizer não para a pirralhada. É a ausência do não que faz com que meninas saiam de madrugada sem avisar para onde estão indo, garotos peguem o carro do pai sem ter habilitação e todos sejam estimulados a consumir descontroladamente, a não dar explicações e a viver sem custódia. Mas onde encontrar energia para discutir com filho? Pai e mãe se jogam no sofá e pensam: “Façam o que bem entender, desde que nos deixem quietos vendo a novela”.
* * *
Alguns adultos defendem-se dizendo que é impossível dar limites, vigiar e orientar, tendo que sair de manhã para o batente e voltar à noite demolidos pelo cansaço. Compreendo, é complicado mesmo. Se existe uma liberalidade e agressividade maior hoje entre as crianças, é claro que o fato de as mulheres terem entrado no mercado de trabalho e deixado em aberto o posto de rainhas do lar tem algo a ver com isso. Mas nem me passa pela cabeça estimular um meia-volta, volver. A sociedade avançou com a participação das mulheres e esse é um caminho sem retorno. O que compromete o destino de uma criança é não ter sido amada. E muitas não foram, mesmo com os pais por perto.
A falta de amor é a origem de grande parte das neuroses, psicoses e desvios de conduta. Uma criança que não se sentiu amada pode cometer erros de avaliação sobre si própria e cometer desvarios para alcançar uma autoestima que está sempre fora de alcance. Não adianta o pai e a mãe passarem a mão na cabeça do filhote de vez em quando e repetir um “eu te amo” automático. A criança precisa se sentir amada de verdade, e as demonstrações não se dão apenas com beijos e abraços, e tampouco com proibições sem justa causa. O “não deixo, não pode” tem que ser argumentado. “Não deixo e não pode porque….” Tem que gastar o latim. Explicar. E prestar atenção no filho, controlar seus hábitos, perceber seus silêncios, demonstrar interesse pelo o que ele faz, pelo o que ele pensa, quem são seus amigos, quais suas aptidões, do que ele se ressente, o que está calando, por que está chorando, se sua rebeldia é uma maneira de pedir socorro, se está precisando conversar, se o que tem sentido é demasiado pesado pra ele, se precisa repartir suas dores, se está sendo bem acolhido pela escola, se não estão exigindo dele mais do que ele pode dar, se não foram transferidas responsabilidades para ele que são incompatíveis com sua idade, se há como entender e aceitar seus desejos, se ele está arriscando a própria vida e precisa de freio, se estamos deixando ele sonhar alto demais, se estamos induzindo que ele sonhe de menos, se ele está recebendo os estímulos certos ou desenvolvendo preconceitos generalizados. Dá uma trabalheira, mas isso é amar.
* * *
Algumas crianças são criadas por empregadas, ou seja, são terceirizadas e depois o psiquiatra que junte os cacos. Com amor, ao contrário, toda criança sente-se ilustríssima, majestade, vossa excelência, sem fazer mau uso do cargo. Será confiante e segura como um rei, não se violentará para agradar os outros (usando drogas ou imitando o que os outros fazem para ser aceita num grupo). Será o que é, afinada com o próprio eixo. E se transformará num adulto bem resolvido, porque a lembrança da infância terá deixado nela a dimensão da importância que ela tem.
Author: Martha Medeiros
Alaska e meus amores…
Dias ensolarados, muito a fazer, muito para curtir, e assim nos vamos vivendo: Eu e meus amores.
Subimos o morro e fomos ver os pontos para esquiar no inverno, impressionante como tudo eh muito lindo, a vegetacao se preparando com o outono e homenageando o Brasil nas cores verde e amarelo
e que dentro de alguns meses estarao tudo cobertinhas de neve affff dah ateh frio na barriga
O dia estava tao lindo, ceu tao azul e limpinho que conseguimos avistar o Monte McKinley com 650 km de comprimento, cobertinho de gelo. Eh uma do sul do Alaska
San tbm eh cultura
Sou a miss imperfeita…e sou feliz ;)
’Eu não sirvo de exemplo para nada, mas, se você quer saber se isso é possível, me ofereço como piloto de testes.
Sou a Miss Imperfeita, muito prazer. A imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como boa profissional, mãe, filha e mulher que também sou: trabalho todos os dias, ganho minha grana, vou ao supermercado, decido o cardápio das refeições, cuido dos filhos, marido , telefono sempre para minha mãe, procuro minhas amigas, namoro, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, respondo a toneladas de e mails, faço revisões no dentista, mamografia, caminho meia hora diariamente, compro flores para casa, providencio os consertos domésticos e ainda faço as unhas e depilação!
E, entre uma coisa e outra, leio livros.
Portanto, sou ocupada, mas não uma workholic.
Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres.
Primeiro: a dizer NÃO.
Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO. Culpa por nada, aliás.
Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero. Pois inclua na sua lista a Culpa Zero.
Quando você nasceu, nenhum profeta adentrou a sala da maternidade e lhe apontou o dedo dizendo que a partir daquele momento você seria modelo para os outros.
Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que você não chorasse muito durante as madrugadas e mamasse direitinho.
Você não é Nossa Senhora.
Você é, humildemente, uma mulher.
E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye vida interessante. Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correta, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser indispensável. É ter tempo.
Tempo para fazer nada.
Tempo para fazer tudo.
Tempo para dançar sozinha na sala.
Tempo para bisbilhotar uma loja de discos.
Tempo para sumir dois dias com seu amor.
Três dias.
Cinco dias!
Tempo para uma massagem.
Tempo para ver a novela.
Tempo para receber aquela sua amiga que é consultora de produtos de beleza.
Tempo para fazer um trabalho voluntário.
Tempo para procurar um abajur novo para seu quarto.
Tempo para conhecer outras pessoas.
Voltar a estudar.
Para engravidar.
Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado.
Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente organizada e profissional sem deixar de existir.
Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou pela quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal.
Existir, a que será que se destina?
Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra.
A mulher moderna anda muito antiga. Acredita que, se não for super, se não for mega, se não for uma executiva ISO 9000, não será bem avaliada. Está tentando provar não-sei-o-quê para não-sei-quem.
Precisa respeitar o mosaico de si mesma, privilegiar cada pedacinho de si.
Se o trabalho é um pedação de sua vida, ótimo!
Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente.
Mulher que se sustenta fica muito mais sexy e muito mais livre para ir e vir. Desde que lembre de separar alguns bons momentos da semana para usufruir essa independência, senão é escravidão, a mesma que nos mantinha trancafiadas em casa, espiando a vida pela janela.
Desacelerar tem um custo. Talvez seja preciso esquecer a bolsa Prada, o hotel decorado pelo Philippe Starck e o batom da M.A.C.
Mas, se você precisa vender a alma ao diabo para ter tudo isso, francamente, está precisando rever seus valores.
E descobrir que uma bolsa de palha, uma pousadinha rústica à beira-mar e o rosto lavado (ok, esqueça o rosto lavado) podem ser prazeres cinco estrelas e nos dar uma nova perspectiva sobre o que é, afinal, uma vida interessante.’
Author: Martha Medeiros
Photography: aliciahibbins














































































