Subscribe RSS

Archive for » September, 2010 «

A gente perde a pratica…

eis que o principe estah mais de 24 horas com febre, e eu perdi a pratica :( Apesar de nao ser mae de primeira viagem, a diferenca de idade do Rapha para o Gabi me fez perder a pratica.

Passamos a noite toda com o Gabi ardendo em febre, faltei no trabalho para ficar com ele, dei AAS infantil, banho, ele passou o dia amoado, agora a noite a febre continua, lah vamos nos partirmos para o Ibuprofem infantil, pois lemos que o AAS infantil nao eh bom, causa problemas serios afffff !!! E o medico?? Nao queremos ir para uma emergencie room soh por uma febre e alem do mais lah sabemos que terao pessoas com problemas piores que o Gabi ficarah espoxto.

Cah estamos nos, pais de primeira, segunda viagem sambando com uma simples febre. :(

Ainda bem que o Gabi estah tomando sucos, agua, mas comida nadaaa, nem mamadeira de leite que ele ainda toma, ele nao aguenta nem sentir o cheiro. Brinca um pouco mas logo volta a deitar.

Termometro?? jisuiiiiiis e a morte por um termometro nesse minino, ele grita mais do que se tivesse levando dez injecoes :D eh duro controlar a temperatura, porque ele tem medo do termometro, nem dormindo a gente consegue colocar. Hoje tive que segurar ele ateh conseguir esperar o diacho do termometro apitar e finalmente pude ver que ele estava com 38.8C , vai e vem e nos aqui dando mais um tempo ateh chegarmos no PS.

Fiquei com medo dos vizinhos pensarem que eu estava espancando meu filho :D o escandalo era tanto por um simples termometro no subaco :D

LEMBRA DA HIENA HARDY?

De que buraco de cobra sairam esses??? de um museu de cera???

“Oh dia, Oh céu, Oh Azar…isso não vai dar certo ! “  :(

our baby is growing fast!

You were our dream and you came true!!!!

ANTES QUE ELES CRESÇAM

Há um período em que os pais vão ficando órfãos de seus próprios filhos.
É que as crianças crescem independentes de nós, como árvores tagarelas e pássaros estabanados.
Crescem sem pedir licença à vida.
Crescem com uma estridência alegre e, às vezes com alardeada arrogância.
Mas não crescem todos os dias, de igual maneira, crescem de repente.
Um dia sentam-se perto de você no terraço e dizem uma frase com tal maneira que você sente que não pode mais trocar as fraldas daquela criatura.
Onde é que andou crescendo aquela danadinha que você não percebeu?
Cadê a pazinha de brincar na areia, as festinhas de aniversário com palhaços e o primeiro uniforme do maternal?
A criança está crescendo num ritual de obediência orgânica e desobediência civil. E você está agora ali, na porta da discoteca, esperando que ela não apenas cresça, mas apareça…
Ali estão muitos pais ao volante, esperando que eles saiam esfuziantes e cabelos longos, soltos.
Entre hambúrgueres e refrigerantes nas esquinas, lá estão nossos filhos com uniforme de sua geração.
Esses são os filhos que conseguimos gerar e amar, apesar dos golpes dos ventos, das colheitas, das notícias, e da ditadura das horas.
E eles crescem meio amestrados, observando e aprendendo com nossos acertos e erros.
Principalmente com os erros que esperamos que não se repitam.
Há um período em que os pais vão ficando um pouco órfãos dos filhos.
Não mais os pegaremos nas portas das discotecas e das festas.
Passou o tempo do ballet, do inglês, da natação e do judô.
Saíram do banco de trás e passaram para o volante de suas próprias vidas. Deveríamos ter ido mais à cama deles ao anoitecer para ouvirmos sua alma respirando conversas e confidências entre os lençóis da infância, e os adolescentes cobertores daquele quarto cheio de adesivos, posters, agendas coloridas e discos ensurdecedores.
Não os levamos suficientemente ao Playcenter, ao shopping, não lhes demos suficientes hamburgueres e refrigerantes, não lhes compramos todos os sorvetes e roupas que gostaríamos de ter comprado.
Eles cresceram sem que esgotássemos neles todo o nosso afeto.
No princípio iam à casa de praia entre embrulhos, bolachas, engarrafamentos, natais, páscoas, piscinas e amiguinhos.
Sim havia as brigas dentro do carro, a disputa pela janela, os pedidos de chicletes e cantorias sem fim.
Depois chegou o tempo em que viajar com os pais começou a ser um esforço, um sofrimento, pois era impossível deixar a turma e os primeiros namorados.
Os pais ficaram exilados dos filhos. Tinham a solidão que sempre desejaram, mas, de repente, morriam de saudades daquelas “pestes”.
Chega o momento em que só nos resta ficar de longe torcendo e rezando muito para que eles acertem nas escolhas em busca da felicidade.
E que a conquistem do modo mais completo possível.
O jeito é esperar: qualquer hora podem nos dar netos.
O neto é a hora do carinho ocioso e estocado, não exercido nos próprios filhos e que não pode morrer conosco.
Por isso os avós são tão desmesurados e distribuem tão incontrolável carinho.
Os netos são a última oportunidade de reeditar o nosso afeto.
Por isso é necessário fazer alguma coisa a mais, antes que eles cresçam.

Author: Affonso Romano de Sant’Anna
Category: day by day  One Comment
Feliz por nada…
Geralmente, quando uma pessoa exclama Estou tão feliz!, é porque engatou um novo amor, conseguiu uma promoção, ganhou uma bolsa de estudos, perdeu os quilos que precisava ou algo do tipo.
Há sempre um porquê.
Eu costumo torcer para que essa felicidade dure um bom tempo, mas sei que as novidades envelhecem e que não é seguro se sentir feliz apenas por atingimento de metas. Muito melhor é ser feliz por nada.
Digamos: feliz porque maio recém começou e temos longos oito meses para fazer de 2010 um ano memorável.
Feliz por estar com as dívidas pagas.
Feliz porque alguém o elogiou.
Feliz porque existe uma perspectiva de viagem daqui a alguns meses.
Feliz porque você não magoou ninguém hoje. Feliz porque daqui a pouco será hora de dormir e não há lugar no mundo mais acolhedor do que sua cama.
Esquece. Mesmo sendo motivos prosaicos, isso ainda é ser feliz por muito.
Feliz por nada, nada mesmo?
Talvez passe pela total despreocupação com essa busca. Essa tal de felicidade inferniza. “Faça isso, faça aquilo”. A troco?

Quem garante que todos chegam lá pelo mesmo caminho?

Particularmente, gosto de quem tem compromisso com a alegria, que procura relativizar as chatices diárias e se concentrar no que importa pra valer, e assim alivia o seu cotidiano e não atormenta o dos outros.
Mas não estando alegre, é possível ser feliz também. Não estando “realizado”, também. Estando triste, felicíssimo igual. Porque felicidade é calma. Consciência. É ter talento para aturar o inevitável, é tirar algum proveito do imprevisto, é ficar debochadamente assombrado consigo próprio: como é que eu me meti nessa, como é que foi acontecer comigo?
Pois é, são os efeitos colaterais de se estar vivo.
Benditos os que conseguem se deixar em paz. Os que não se cobram por não terem cumprido suas resoluções, que não se culpam por terem falhado, não se torturam por terem sido contraditórios, não se punem por não terem sido perfeitos. Apenas fazem o melhor que podem.
Se é para ser mestre em alguma coisa, então que sejamos mestres em nos libertar da patrulha do pensamento. De querer se adequar à sociedade e ao mesmo tempo ser livre. Adequação e liberdade simultaneamente? É uma senhora ambição. Demanda a energia de uma usina. Para que se consumir tanto?
A vida não é um questionário de Proust. Você não precisa ter que responder ao mundo quais são suas qualidades, sua cor preferida, seu prato favorito, que bicho seria. Que mania de se autoconhecer. Chega de se autoconhecer. Você é o que é, um imperfeito bem-intencionado e que muda de opinião sem a menor culpa.
Ser feliz por nada talvez seja isso.
Author: Martha Medeiros
Artist: Amanda Cass
First snow!!!!

Os primeiros flocos de neve cairam hoje!!! exatamente domingo, 26 de setembro de 2010 :D A coisa mais linda, acordar e sair lah fora com a neve caindo. As montanhas ainda ontem estavam verdinhas, e hoje depois de algumas horas de neve caindo, jah estao comecando a ficar branquinhas.

Quando eu olho para essas montanhas, sinto um frio no estomago, pois nao sei o que me espera perante o inverno Alaskense. Apesar de ter vindo ao Alaska no inverno de 2007 e enfrentado um frio de -32C, nos estavamos em ferias por apenas 23 dias, agora a historia eh completamente diferente, nos somos moradores, meu primeiro verao e agora meu primeiro inverno do comeco ao fim no Alaska :D soh Deus sabe se sobreviverei :D

Desde que chegamos aqui em Junho ainda no verao, eu soh ando com duas calcas, blusas e casacos, e agora a temperatura comecou a despencar entre 10C e  -1C e isso porque comecou o outono, imaginem minha vida no inverno?? so jisuissss e meu esqueleto poderah responder :D

Category: day by day  3 Comments
Anchorage no Outono
Kiss my…


Hoje quando eu estava saindo de casa para trabalhar e levar o Gabi para o Daycare, ao trancar a porta e abrir o carro, o Gabi falava algo que eu nao entendia e apontava, eu cheia de sacolas  com ele no braco, e tentando abrir o carro jah atrasada.

Qdo olho para o Gabi no meu colo apontando para a rua, quase jogo as bolsas e ele e saio correndo :D me deparei com um moose na frente do meu carro, na rua da nossa casa, eu nao sabia se eu corria, se eu enfiava o Gabi no carro, jogava as sacolas, sei lah, deu faniquito e eu com medo do moose nos atacar. Simmmm…por que dizem que moose nao eh um animal docil como cavalo nao, dizem que eles atacam.

E eu queria tirar foto, como nao perco o costume de ter a camera na bolsa, enfiei o Gabi no car sit, joguei as bolsas dentro do carro e fechei a porta, pelo menos o Gabi estaria salvo. E comecei a tirar umas fotinhas, o moose me ignorou, mostrou a bunda pra mim como quem quisesse dizer:

_ “Kiss my … ” :D   e saiu andando.

Eu nao conformada entrei no carro que nem paparazzi e dirigi devagarinho atras dele para fazer uns flashes, mas o bichim saiu de fininho e nem disse Adeus :(

Pelo menos umas 5 fotinhas eu tirei :D e ainda bem que o Gabi apontou e me avisou ;)

Home sick…

Por alguns momentos, bateu saudades de Sampa e para matar eis me aqui assistindo alguns videos da minha hometown.

e uma musica do Paul Simon que diz exatamente o que eh minha hometown Sao Paulo, diante dos meus olhos.

O que ninguém vê…

Você é os brinquedos que brincou, as gírias que usava, você é os nervos a flor da pele no vestibular, os segredos que guardou, você é sua praia preferida, Garopaba, Maresias, Ipanema, você é o renascido depois do acidente que escapou, aquele amor atordoado que viveu, a conversa séria que teve um dia com seu pai, você é o que você lembra.

Você é a saudade que sente da sua mãe, o sonho desfeito quase no altar, a infância que você recorda, a dor de não ter dado certo, de não ter falado na hora, você é aquilo que foi amputado no passado, a emoção de um trecho de livro, a cena de rua que lhe arrancou lágrimas, você é o que você chora.

Você é o abraço inesperado, a força dada para o amigo que precisa, você é o pelo do braço que eriça, a sensibilidade que grita, o carinho que permuta, você é as palavras ditas para ajudar, os gritos destrancados da garganta, os pedaços que junta, você é o orgasmo, a gargalhada, o beijo, você é o que você desnuda.

Você é a raiva de não ter alcançado, a impotência de não conseguir mudar, você é o desprezo pelo o que os outros mentem, o desapontamento com o governo, o ódio que tudo isso dá, você é aquele que rema, que cansado não desiste, você é a indignação com o lixo jogado do carro, a ardência da revolta, você é o que você queima.

Você é aquilo que reinvidica, o que consegue gerar através da sua verdade e da sua luta, você é os direitos que tem, os deveres que se obriga, você é a estrada por onde corre atrás, serpenteia, atalha, busca, você é o que você pleiteia.

Você não é só o que come e o que veste. Você é o que você requer, recruta, rabisca, traga, goza e lê. Você é o que ninguém vê.

Author: Martha Medeiros
Artist: Di Schoe
O Sentido da Vida

Não é nenhuma novidade que dinheiro, viagens, status, beleza e outras coisinhas mundanas são sonhos de consumo de muita gente, mas não dão sentido à vida de ninguém. A única coisa que justifica nossa existência são as relações que a gente constrói. Só os afetos é que compensam a gente percorrer uma vida inteira sem saber de onde viemos e para onde vamos. Diante da pergunta enigmática – por que estamos aqui?

- só nos consola uma resposta: para dar e receber abraços, apoio, cumplicidade, para nos reconhecermos um no outro, para repartir nossas angústias, sonhos, delírios. Para amar, resumindo.

Piegas?

Depende de como essa história é contada.

Se for através de um filme inteligente, sarcástico, tragicômico como Invasões Bárbaras, o piegas passa à condição de arte. O filme é uma espécie de continuação de O Declínio do Império Americano. Naquele, um grupo de amigos se encontrava numa casa à beira de um lago e discutia sobre vida, morte, sexo, política, filosofia. Em Invasões Bárbaras, estes mesmos amigos, quase 20 anos depois, se reencontram por causa da doença de um deles, que está com os dias contados. Descobrem que muitos dos seus ideais não vingaram, que muita coisa não saiu como o planejado, só o que sobrou mesmo foi a amizade entre eles. E a gente se pergunta: há algo mais nesta vida pra sobrar? Quando chegar a nossa hora, o que realmente terá valido a pena? Os rostos, risadas, mulheres, decotes, pernas, beijos, confidências e olhares que nos fizeram felizes por variados instantes de sexo, que não preenchiam o vazio da alma.
Mas, Pais e filhos, maridos e esposas, amigos: são eles que sustentam a nossa aparente normalidade, são eles que estimulam a nossa funcionalidade social. Se não for por eles, se não houver um passado e um presente para com eles compartilhar, com que identidade continuaremos em frente, que história teremos para carregar, quem testemunhará que aqui estivemos?

Só quem nos conhece a fundo pode compreender o que nos revira por dentro, qual foi o trajeto percorrido para chegarmos neste exato ponto em que estamos, neste estágio de assombro ou alegria ou desespero ou seja lá em que pé estão as coisas pra você. Se não nos decifraram, se não permitimos que aplicassem um raio x na gente, então não existimos, o sentido da vida foi nenhum.

Todas as pessoas querem deixar alguns vestígios para a posteridade. Deixar alguma marca. É a velha história do livro, do filho e da árvore, o trio que supostamente nos imortaliza. Filhos somem no mundo, árvores são cortadas, livros mofam em sebos. A única coisa que nos imortaliza – mesmo – é a memória daqueles que nos amaram e foram fiéis.

Author: Martha Medeiros
Artist: Igor Zenin
Category: day by day  One Comment